terça-feira, 27 de novembro de 2018

RAMSÉS II: O GRANDE FARAÓ

Tudo na vida de Ramsés II é opulento: viveu até os 90 anos (67 deles governando o Egito), venceu batalhas, construiu uma capital. E ainda manteve oito mulheres oficiais e uma centena de amantess

O reinado de Ramsés II é, de certa forma, como as pirâmides – um símbolo da opulência egípcia. Chamado de Ramsés, o Grande, tudo na vida deste faraó é vultoso. Viveu 90 anos, dos quais 67 à frente do governo. No começo de seu reinado, partiu para Qadesh, cidade que demarcava o limite entre os impérios egípcio e hitita, enfrentou sozinho 2 500 bigas inimigas e saiu vivo – “com a ajuda de Amon-Rá”. Ramsés ainda fundou uma nova capital no norte do Egito, Pi-Ramsés, cobriu o seu país e a Núbia (atual Sudão) de monumentos aos deuses e estabeleceu uma paz no reino de cerca de 50 anos. O mais bem-sucedido faraó entre os deuses vivos teve tempo de ter oito rainhas – das quais Nefertari era a preferida –, mais de uma centena de esposas secundárias e concubinas e quase 200 filhos. Se não bastasse, a biografia de Ramsés II tem espaço também para controvérsias: é considerado por alguns pesquisadores como o faraó do Êxodo, a libertação dos hebreus relatada na Bíblia. Nesta entrevista, o faraó fala sobre seus feitos e polêmicas
História - Existe algo que intriga os pesquisadores até hoje: o que aconteceu realmente na batalha de Qadesh, logo no início do seu reinado?Ramsés - Ainda é difícil falar dessas coisas, mesmo 3 300 anos depois... Tudo aconteceu na primavera de 1274 a.C. Eu acreditava numa vitória fácil sobre os hititas. Assim, logo de início, consolidaria os feitos de meu pai, Sethi I. Mas não foi desse jeito. Estava perto do acampamento egípcio liderando a coluna de Amon, uma das quatro que levei, quando, de repente, uma nuvem de hititas furou a coluna e atacou o campo... Foi o terror! Invoquei Amon-Rá, meu deus. Com ele, enfrentamos sozinhos as milhares de bigas hititas.
Desculpe, Ramsés, mas realmente Amon-Rá interveio nesta batalha? Fala sério...
Tenho que confessar que uma tropa de elite surgiu, vinda de Amurru (atual Líbano), e manteve nossa posição até que outra coluna, a Seth, chegasse e nos salvasse. Não perdi e nem ganhei, e ainda consegui um tratado de paz duradouro com os hititas. E mais: uma nova esposa para o meu harém. Imagine para onde iria minha reputação se eu chegasse ao Egito dizendo que tomei uma coça dos hititas... Por isso sou um fiel devoto de Amon-Rá.
Mudando de assunto, você foi um dos faraós que conseguiu se tornar deus com culto ainda em vida. Como foi isso?
Antes de mim, Amenhetep III e Akhenaton tentaram, mas, cá entre nós, não tinham a minha competência. Se fosse nos dias de hoje, é como se o chefe do seu país – vocês chamam de presidente, né? – tivesse templos, santuários com suas estátuas. E, todos os dias, vocês fizessem preces e oferendas de pão, carne e cerveja para ele, pedindo trabalho, saúde, casamento, aumento, divórcio, essas coisas. Era assim que era feito comigo. Visite o templo de Abu Simbel no sul do Egito e você verá como fico bem entre os principais deuses no santuário. Ser deus é bom, ser rei também, mas ser ambos não tem preço. Vocês não sabem o prazer que dá.
Ouvimos sempre falar de suas centenas de mulheres e filhos. É tudo verdade?
Claro! E você tem dúvida? Tanto é verdade que construí uma tumba para os meus filhos, que aqueles seres horrendos, os tais egiptólogos, acabaram descobrindo e chamaram de KV5. Até agora eles descobriram 130 câmaras e acham que pode ter 200. Só que eu não vou dizer quantas eram. Agora que abriram a tumba, que trabalhem até encontrar.
Pelo jeito, você não gosta dos egiptólogos. Por quê? Foram eles que o transformaram num cara famoso hoje.
De fato, devo agradecê-los pelo que fizeram pela minha imagem nos últimos séculos. No entanto, tumba uma vez fechada não deve ser aberta. Eu sei que você vai dizer que havia ladrões de tumbas, blablablá. Mas já acordou com um monte de gente mexendo em você? Fazendo exames e exames? Mexendo no nariz, na boca? Pelo amor de Amon-Rá, isto não é nada agradável! Ah, como era bom o tempo em que eu podia visitar minha múmia na tumba sem ninguém por perto para perturbar...
Mas hoje sua múmia mora no Museu do Cairo e milhares de pessoas o visitam todos os anos. Isso não é incômodo?
Até era, mas agora as pessoas devem ficar em silêncio, não podem fazer movimentos bruscos – e, além disso, o ar purificado e condicionado é divino. E tem outra: tenho a companhia de outros como eu. Quando todos vão embora e fecham o museu, nós nos levantamos e vamos jogar sinete (antigo jogo egípcio) para passar o tempo.
Nefertari era mesmo sua rainha favorita?
Nefertari, Nefertari... Eu a amava profundamente. Construí um templo para ela próximo ao meu, em Abu Simbel. Só para ela fiz isso. Era meu braço direito. Você sabia que ela foi atuante nas relações diplomáticas entre o Egito e Hatti (o país dos hititas na Turquia)? Grande mulher.
Qual é o segredo da sua longevidade? Afinal, foram 90 anos numa época em que poucos chegavam aos 35.
Esse é um segredo que vai morrer comigo (risos). Talvez a opulenta e atlética vida que tive possa ter influenciado nisso. Talvez tenha sido uma dádiva do meu pai Amon-Rá. Talvez por eu ter uma família extremamente numerosa... Quem sabe?
E essa história do Êxodo dos hebreus? Foi mesmo no seu reinado?
Aprendi na internet no Museu do Cairo que não se discute religião, futebol e política. Posso dizer o que escuto nos corredores.
Não é a mesma coisa, mas gostaria de ouvir assim mesmo.
Os pesquisadores não acreditam nisso. Alguns acham que, se o Êxodo aconteceu mesmo, os hebreus atravessaram o mar de Juncos, que é bem rasinho, e não o mar Vermelho. No meu tempo não tínhamos nem um nome para os hebreus. Diversos grupos do Retennu (atual Palestina) eram chamados de apiru. Só por volta de 1100 a.C. meu filho Mer-en-Ptah escreveu pela primeira vez o nome Isr numa estela, quando conquistou a região. O nome foi traduzido como Israel depois.
* Júlio Gralha é historiador e mestre em Egito antigo pela Universidade Federal Fluminense

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Livros
Ramsés II Soberano dos Soberanos, Bernadeth Menu, Objetiva, 2002
A historiadora mostra como as qualidades de Ramsés faziam dele faraó por excelência
Deuses, Faraós e o Poder, Júlio Gralha, Barroso/Hemus, 2002
O livro aponta o papel de vários faraós na manutenção da teocracia do Egito
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Informações gerais do site
Estrutura: KV 5 
Localização: Vale dos Reis, Vale do Leste, Tebas Cisjordânia, Tebas 
Proprietário: Filhos de Ramsés II 
Outras designações: 5 [ Lepsius ], 8 [ Feno ], Início da escavação ou da boteia [Descrição ], M [ Burton ] 
Tipo de local: Tomb 

Descrição: KV 5 está localizado no principal riacho do Vale dos Reis. O túmulo pode originalmente ter sido uma dinastia18 túmulo (composto de câmaras 1, 2 e parte de 3) usurpado por Ramsés II como o local de sepultamento de vários de seus principais filhos. Ainda sob escavação, o túmulo até agora revelou 121 corredores e câmaras.Como a tumba parece ter várias seções bilateralmente simétricas, é provável que o número de câmaras aumente para 150 ou mais nas temporadas subsequentes. O próprio KV 5 é o maior túmulo do Vale; A câmara de pilares 3 é a maior câmara de qualquer tumba no Vale dos Reis. 

Pelo menos seis filhos reais foram enterrados em KV 5. Como existem mais de vinte representações de filhos gravados em suas paredes, pode ter havido muitos filhos enterrados no túmulo. 

O túmulo é decorado com cenas do ritual de abertura da boca(câmara de pilares 3) e representações do rei, príncipes e divindades (câmara 1, câmara 2, portão 3, câmara de pilares 3, corredor 7, câmara 8, portão 9, corredor 12). 

Características notáveis: O plano geral desta tumba é incomum: há uma mudança no eixo principal da tumba após a câmara 3; várias câmaras estão debaixo de outras câmaras; dois corredores se estendem em direção ao noroeste, abaixo da entrada e da estrada em frente ao túmulo; o plano é diferente de qualquer outro túmulo real. A câmara 3 em pilares tem mais pilares (dezesseis) que qualquer outra câmara no Vale dos Reis. figura de Osíris esculpida no recesso no final do corredor 7 é única. 
Eixo em graus: 134,18 
Orientação do eixo: Sudeste
Localização do site
Latitude: 25.44 N 
Longitude: 32.36 E 
Altitude: 169.87 msl 
Norte: 99,637.895 
Leste: 94,095.771 
JOG referência do mapa: NG 36-10 Província 
moderna: Qena (Qina) 
antigo nome : 4º Egito Superior 
Pesquisado por TMP: Sim
Medições
Altura máxima: 2,85 m 
Largura mínima: 0,61 m 
Largura máxima: 15,43 m 
Comprimento total: 443,2 m 
Área total: 1266,47 m² 
Volume total: 2154,82 m³
Informações Adicionais sobre o Túmulo
Local de entrada: Valley floor 
Tipo de proprietário: Prince 
Tipo de entrada: Escadaria 
Divisões interiores: Corredores e câmaras 
Tipo de eixo: Em linha reta
Decoração
Grafitti 
Painting 
Levantou relevo
Categorias de objetos recuperados
Restos humanos 
Joias 
Mamífero restos 
Objetos religiosos 
Equipamento 
para 
sepulturas Transporte Embarcações 
Documentos escritos 
História do site
Um pequeno túmulo que talvez datasse da Dinastia 18 foi apropriado por Ramsés II e consideravelmente ampliado em várias fases. Não há evidência de reutilização de KV 5 após o reinado de Ramsés II. O túmulo foi visitado pela primeira vez nos tempos modernos por James Burton, que mapeou suas nove primeiras câmaras. Sua maior extensão foi realizada pelo Theban Mapping Project em 1995, e mais câmaras continuam sendo descobertas até hoje.
Namoro:
Este site foi utilizado durante o (s) seguinte (s) período (s):
Novo Reino, Dinastia 18 (entrada A, câmaras 1 e 2, e parte da câmara de pilares 3) 
Novo Reino, Dinastia 19, Ramsés II
História da Exploração
Burton, James (1825): Mapeamento / planejamento 
Carter, Howard (1902): Visita 
Theban Mapping Project (1987-): Epigraphy 
Theban Mapping Project (1987-): Escavação 
Theban Mapping Project (1994-): Conservation 
Theban Mapping Project (1995) -): Fotografia 
Conservação
História da conservação: A tumba está atualmente passando por trabalhos de engenharia e conservação, uma vez que continua a ser desmatada. 
Condição do site: O túmulo foi roubado na antiguidade. Desde então, foi atingido por pelo menos onze inundações causadas por fortes chuvas no vale. Estes encheram completamente o túmulo com detritos e danificaram seriamente as suas paredes de decoração abrangente. De 1960 a 1990, os ônibus de turismo estacionaram acima do túmulo; suas vibrações causaram sérios danos a partes da tumba perto da estrada, assim como uma linha de esgoto com vazamento instalada sobre a entrada quando a casa de repouso do Vale dos Reis foi construída.


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Principais Faraós do Egito Antigo


Lista com os principais faraós do Egito Antigo, período de governo, dinastias

Quem eram

Os faraós eram os governantes do Egito Antigo. Controlavam a vida política, econômica e social, pois tinham poder absoluto. Eram considerados e tratados como deuses pela sociedade egípcia antiga.

Principais faraós do Egito Antigo e respectivos períodos de governo (reinado):

I Dinastia

- Menés (3.150 a.C a 3.100 a.C) 

- Djer (3100 a.C a 3055 a.C) 

- Djet (3055 a.C a 3050 a.C) 

- Semerkhet (2969 a.C a 2960 a.C) 

II Dinastia
Hotepsekhemui (2926 a.C a 2888 a.C) 

- Nynetjer (2847 a.C a 2800 a.C) 

- Senedj (2791 a.C a 2781 a.C) 

III Dinastia

- Sanakht (2686 a.C a 2667 a.C) 

- Djoser (2667 a.C a 2648 a.C) 

- Huni (2637 a.C a 2613 a.C) 

IV Dinastia

- Snefru (2613 a.C a 2589 a.C) 

- Knufu (2589 a.C a 2566 a.C) 

- Khafre (2558 a.C a 2532 a.C) 

- Menkaure (2528 a.C a 2500 a.C) 

V Dinastia

- Userkaf (2493 a.C a 2486 a.C) 

- Sahure (2486 a.C a 2474 a.C) 

- Menkauhor (2420 a.C a 2413 a.C) 

VI Dinastia

- Teti (2344 a.C a 2323 a.C) 

- Pepi I (2321 a.C a 2287 a.C) 

- Pepi II (2278 a.C a 2184 a.C) 

VII Dinastia

- Menkare (? a.C a 2171 a.C) 

VIII Dinastia

- Neferkamin II (2161 a.C a 2159 a.C) 

- Qakare Ibi (2159 a.C a 2155 a.C) 

IX Dinastia

- Kheti I (2140 a.C a ? a.C) 

X Dinastia

- Khety V (2100 a.C a ? a.C) 

XI Dinastia

- Antef I (2137 a.C a 2117 a.C) 

- Mentuhotep II (2060 a.C a 2010 a.C) 

XII Dinastia

- Amenemhat I (1991 a.C a 1962 a.C) 

- Amenemhat II (1926 a.C a 1895 a.C) 

XIII Dinastia

- Amenemhat VI (1788 a.C a 1785 a.C) 

- Hor I (? a.C a ? a.C) 

- Aaqen (? a.C a 1749 a.C) 

XIV Dinastia

- Nehesi (? a.C a ? a.C) 

XV Dinastia

- Apopi I (governou por 40 anos) 

XVI Dinastia

- Zaket (? a.C a ? a.C) 

XVII Dinastia

- Antef V (1625 a.C a 1622 a.C) 

- Kamés (1554 a.C a 1550 a.C) 

XVIII Dinastia

- Amen-hotep I (1551 a.C a 1520 a.C) 

- Tutmés I (1520 a.C a 1492a.C) 

- Hatchepsut (1473 a.C a 1458 a.C) 

- Tutankamon (1327 a.C a 1326 a.C) 

XIX Dinastia

- Ramsés I (1292 a.C a 1290 a.C) 

- Seti I (1290 a.C a 1279 a.C) 

- Seti II (1203 a.C a 1197 a.C) 

XX Dinastia

- Ramsés IV (1155 a.C a 1149 a.C) 

XXI Dinastia

- Smendes (1077 a.C a 1051 a.C) 

- Amenemope (1001 a.C a 992 a.C) 

XXII Dinastia

- Osorkon I (922 a.C a 887 a.C) 

- Takelot I (885 a.C a 872 a.C) 

XXIII Dinastia

- Takelot II (837 a.C a 826 a.C) 

XXVI Dinastia

- Tefnakht (732 a.C a 725 a.C) 

XXV Dinastia

- Pié (752 a.C a 721 a.C) 

- Chabataka (707 a.C a 690 a.C) 

XXVI Dinastia

- Psamético I (664 a.C a 610 a.C) 

XXVII Dinastia (domínio persa sobre o Egito)

- Cambises (525 a.C a 521 a.C) 

- Dario I (521 a.C a 485 a.C) 

- Xerxes I (485 a.C a 445 a.C) 

XXVIII Dinastia

- Amirteus (404 a.C a 399 a.C) 

XXIX Dinastia

- Hakor (393 a.C a 380 a.C) 

XXX Dinastia

- Nectanebo II (360 a.C a 343 a.C) 

XXXI Dinastia (sergundo período de domínio persa no Egito)

- Artaxerxes II (343 a.C a 338 a.C) 

Dinastia Macedônica

- Alexandre I (332 a.C a 323 a.C) 

XI Ptolemaica

- Ptolomeu I (305 a.C a 285 a.C) 

- Cleópatra I (193 a.C a 176 a.C) 

- Ptolomeu XV (44 a.C a 30 a.C) - último faráo egípcioImage of faraó ramsés
Ramsés II foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, uma das dinastias que compõem o Império Novo. Reinou entre aproximadamente 1279 e 1 213 a.C. O seu reinado foi possivelmente o mais prestigioso da história egípcia tanto no aspecto económico, administrativo, cultural e militar.

Nefertari foi uma grande rainha egípcia, esposa de Ramsés II faraó do Egito, cujo nome significa a mais bela, a mais perfeita e é muitas vezes seguida pelo epíteto amada de Mut. Nasceu aproximadamente em 1290 a.C, e morreu em 1254 a.C.
Nascimento1290 a.C.
Akhmim
Morte1255 a.C. (35 anos)
Vale das Rainhas
SepultamentoQV66
CidadaniaAntigo Egito
CônjugeRamsés II
Filho(s)MeritamonAmen-herkhepeshef (filho de Ramsés II)
Ocupaçãomonarca
Resultado de imagem para Tutancâmon
Tutancâmon ou Tutancámon, também conhecido pela forma Tutancamon e pela grafia Tutankhamon, foi um faraó do Antigo Egito que faleceu ainda na adolescência. Era filho e genro de Aquenáton e filho de Kiya, uma esposa secundária de seu pai. Casou-se aos 8 anos, provavelmente com sua meia-irmã, Anchesenamon.

Tutmés I, faraó do Egito (1524-1518 a.C.) da XVIII dinastia, sucessor do seu cunhado Amenófis I (que reinou em 1551-1524 a.C.). Destacado militar, foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis.
Tutmés II, faraó do Egito (1518-1504 a.C.), filho de Tutmés I e meio-irmão e marido da rainha Hatshepsut. Enviou uma expedição contra as tribos núbias rebeladas contra sua soberania e contra os beduínos, povo nômade dos desertos da Arábia e do Sinai.
Tutmés III, faraó do Egipto (1504-1450 a.C.). Era filho de Tutmés II e genro de Hatshepsut. Durante seu reinado, Tutmés III realizou 17 campanhas militares bem sucedidas, conquistando a Núbia e o Ludão. Conseguiu que os mais importantes estados lhe rendessem tributo: Creta, Chipre, Mitani, Hatti (o reino dos hititas), Assíria e Babilônia. Tutmés III afirmou a hegemonia egípcia em todo o Oriente Médio.
Tutmés IV, faraó do Egito (1419-1386 a.C.) da XVIII dinastia, filho de Amenófis II e neto de Tutmés III. Comandou expedições militares contra a Núbia e a Síria, e negociou alianças com a Babilônia e o Mitanni.
Amenófis III, faraó do Egito (1386-1349 a.C.), da XVIII Dinastia, responsável por grandes trabalhos arquitetônicos, entre os quais parte do templo de Luxor e o colosso de Mêmnón. Seu reinado foi de paz e prosperidade.
Akhenaton ou Amenófis IV, faraó egípcio (1350?-1334 a.C.), também chamado Neferkheperure, Aknaton ou Amenhotep IV. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy e marido de Nefertiti, cuja beleza é conhecida através de esculturas da época. Akhenaton foi o último soberano da XVIII dinastia do Império Novo e se destacou por identificar-se com Aton, ou Aten, deus solar, aceitando-o como único criador do universo. Alguns eruditos consideram-no o primeiro monoteísta. Depois de instituir a nova religião, mudou seu nome de Amenófis IV para Akhenaton, que significa "Aton está satisfeito". Mudou a capital de Tebas para Akhenaton, na atual localização de Tell al-Amama, dedicando-a a Aton, e ordenou a destruição de todos os resquícios da religião politeísta de seus ancestrais. Essa revolução religiosa determinou transformações no trabalho dos artistas egípcios e, também, no desenvolvimento de uma nova literatura religiosa. Entretanto, essas mudanças não continuaram após a morte de Akhenaton. Seu genro, Tutankhamen, restaurou a antiga religião politeísta e a arte egípcia uma vez mais foi sacralizada.

Tutankhamen ( 1352-1325 a.C.), faraó egípcio (reinou 1334-1325 a.C.) da XVIII Dinastia, genro de Akhenaton, a quem sucedeu. Tornou-se faraó com nove anos. Durante seu reinado, restaurou o culto a Amon, o que contribuiu para a paz no Egito.

Quéops, faraó egípcio (2638-2613 a.C.), o segundo rei da IV dinastia. A realização mais importante de seu reinado foi a construção da Grande Pirâmide de Gizé, perto do Cairo.
Ramsés II (reinou em 1301-1235 a.C.), faraó egípcio, terceiro governante da XIX Dinastia, filho de Seti I.
Seus principais inimigos foram os hititas; com eles assinou um tratado, segundo o qual as terras em litígio se dividiam. Durante seu reinado construiu-se o templo de Abu Simbel e concluiu-se o grande vestíbulo hipostilo do templo de Amón, de Karnak.

Ramsés III (reinou de 1198 a 1176 a.C.), faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas.

Quéfren, quarto faraó (2603-2578 a.C.) da IV Dinastia do Egito. Construiu uma das pirâmides de Gizé. Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Esfinge próxima a ela era uma representação do rei. Quéfren foi sucedido por seu filho Miquerinos.

Seti I (reinou de 1312 a 1298 a.C.), faraó egípcio, segundo governante da XIX dinastia, filho e sucessor do faraó Ramsés I. Nos últimos anos de seu reinado, conquistou a Palestina, combateu os líbios na fronteira ocidental e lutou contra os hititas.
Hoje existe uma restrita parcela da população mundial que vive em um elevado índice de consumo e muito luxo.
Mas isso não é privilégio apenas da sociedade atual. No tempo dos faraós, eles e suas famílias levavam uma vida com muito luxo, requinte e conforto, mesmo que nos padrões da época a realidade vista hoje é de surpreender.

Os faraós moravam em palácios com mobília fabricada com materiais nobre, como cedro, ébano com vários detalhes em marfim e ouro e os artesãos possuíam técnicas e perícias para a elaboração de peças únicas, os utensílios domésticos possuíam grande beleza e qualidade em relação aos demais objetos usados em outras famílias, isso só afirmava o poder e a riqueza.


Hoje existe uma restrita parcela da população mundial que vive em um elevado índice de consumo e muito luxo.
Mas isso não é privilégio apenas da sociedade atual. No tempo dos faraós, eles e suas famílias levavam uma vida com muito luxo, requinte e conforto, mesmo que nos padrões da época a realidade vista hoje é de surpreender.

Os faraós moravam em palácios com mobília fabricada com materiais nobre, como cedro, ébano com vários detalhes em marfim e ouro e os artesãos possuíam técnicas e perícias para a elaboração de peças únicas, os utensílios domésticos possuíam grande beleza e qualidade em relação aos demais objetos usados em outras famílias, isso só afirmava o poder e a riqueza.
Tutancâmon
Tutancâmon máscara mortuária
Máscara mortuária do faraó Tutancâmon
Tutancâmon foi um faraó da 18 º dinastia e reinou no Egito durante nove anos, de 1336 a 1327 a.C..
Era filho do faraó Aquenatón e de uma concubina. Era, portanto, enteado de Nefertiti, a esposa principal do faraó. Durante seu reinado, Aquenatón tentou introduzir o culto a um deus único, ao deus Aton, identificado com o sol no Egito.
Obs:o nome do faraó foi escrito durante muito tempo na língua portuguesa como Tutankhamon, uma reedição malfeita do inglês. Porém, hoje se utiliza a grafia Tutancâmon
Nascido de uma das esposas secundárias do seu pai, Tutancâmon padeceu de alguma doença degenerativa devido aos frequentes casamentos entre irmãos. Sofria constantemente dores nos ossos e devia caminhar apoiado por uma muleta.
Casou-se com sua meia-irmã Anchesenamon (filha de Aquenatón e Nefertiti) aos nove anos. O casal não deixou herdeiros, mas teve duas filhas que morreram quando ainda eram bebês.
Conheça a Teocracia.
Durante seu breve governo, restaurou o culto aos antigos deuses e Tebas voltou a ser capital do reino. Porém, o jovem rei era praticamente um refém de Ay, um alto funcionário da corte que serviu a vários faraós.
Ambicioso, muitos estudiosos atribuem que Ay possa ter assassinado o faraó Tutancâmon. De qualquer forma, era ele quem controlava a entrada de pessoas ao palácio real e influenciava o faraó para tomar qualquer decisão importante.Depois da morte de Tutancâmon, Ay se casou com a viúva deste, Anchesenamon, a fim de se legitimar no trono. Também acredita-se que ela tenha sido morta por ele meses depois.

Contexto Histórico

O reinado do faraó Aquenatón foi marcado por um fato sem precedentes na Antiguidade: a tentativa de instauração do monoteísmo dentro de uma cultura profundamente politeísta.
O faraó transferiu a capital do Reino para Amarna onde rendia culto ao novo deus juntamente com sua família. Esta experiência durou dez anos e acabou por trazer perturbações sociais e políticas em todo reino egípcio.
A numerosa classe sacerdotal não viu com bons olhos o fechamento dos templos e a perda de seus privilégios. Igualmente, o povo simples, não gostou da mudança de cultuar somente um único deus.
Após a morte do faraó Aquenatón, o antigo culto aos deuses foi restaurado por seu filho e sucessor Tutancâmon.
Posteriormente, Aquenatón seria considerado um herege pelos seus sucessores. Desta maneira, o seu nome e o de sua família foi apagado da lista de faraós egípcios.

Descoberta da Tumba e Múmia

Tutancâmon reinou apenas nove anos durante uma época turbulenta. No entanto, a descoberta do seu túmulo praticamente intacto no ano de 1922, graças ao arqueólogo britânico Howard Carter, restaurou seu nome na história do Antigo Egito.
Isolada no Vale do Reis, o túmulo do faraó Tutancâmon escapou do saque dos ladrões. Por isso deixou para os egiptólogos um tesouro incomparável que permitiu reescrever esta parte da história egípcia.
Os egípcios da Antiguidade acreditavam que após a morte, a vida continuava junto aos deuses. Assim deveriam ir preparados levando alimentos, bebidas, móveis, tecidos e tudo mais que fosse necessário para serem bem-recebidos.
No entanto, os ladrões assaltavam os túmulos e os despojavam de suas riquezas ignorando o castigo do além. A tumba do faraó Tutancâmon ficou intacta permitindo aos historiadores uma fonte de documentos inéditos.
A máscara mortuária do faraó, feita de ouro maciço, é uma das imagens mais conhecidas do Egito Antigo, tanto pela sua beleza quanto por sua perfeição.
Na tumba do faraó Tutancâmon foram encontrados:
  • o sarcófago de 110,4 quilos de ouro puro
  • uma carruagem de ouro
  • uma estátua de Anúbis representado como um chacal
  • duas estátuas de sentinelas de madeira douradas
  • santuários para diversos deuses
  • Um busto dourado da Vaca Celestial Mehet-Weret
  • jarros de vinho branco e tinto;
  • réplicas de barcos
  • objetos pessoais como caixas e cadeiras de ébano
  • uma faca feita de metal proveniente de um meteorito
  • dois caixões que continham dois corpos de bebês, identificadas como as filhas de Tutancâmon e Anchesenamon.
Abertura da tumba de Tutancâmon
Howard Carter estudando o túmulo em 1923

Curiosidades

Quando a tumba de Tutancâmon foi descoberta ocorreram várias mortes com pessoas relacionadas a sua abertura. Os jornais sensacionalistas ingleses exploraram o máximo estes falecimentos e inventaram a "Maldição do Faraó" para explicar tais acontecimentos.
O faraó Tutancâmon é o único que continua enterrado no Vale dos Reis.
Esfinge de Gizé
Esfinge de Gizé ou Grande Esfinge de Gizé é um monumento gigante, erguido na época do Egito Antigo que está localizado próximo as Pirâmides do Egito, na margem oeste do rio Nilo, nos arredores do Cairo.
A presença das três pirâmides (Quéfren, Quéops e Miquerinos) e da Esfinge como um guardião, faz da Necrópole de Gizé, um dos mais famosos sítios arqueológicos da África e do mundo.
A Esfinge encontra-se no Planalto de Gizé, no Egito (África), pesquisadores acreditam que a data de sua construção tenha sido por volta 2500 a.C., durante o reinado do Faraó Quéfren; entretanto, alguns apontam que sua idade é muito maior: erguida em 10.000 a.C.
O termo esfinge derivada da língua egípcia “shesep-ankh”, que significa “imagem viva”, ou seja, ela atuaria como um guardião da Península de Gizé, representando a força do Faraó.
Saiba mais sobre As Pirâmides do Egito.

História

Esfinge de GizéEsfinge de Gizé
A História retrata que a Esfinge foi construída com a cabeça do Faraó Quéfren. Para os egípcios ela representava uma divindade: O Deus Sol “Atum Rá”.
Reza a lenda que por volta de 1400 a.C. Tutmés IV repousou ao lado da Esfinge e teve um sonho com o Deus do sol, pedindo que ele retirasse a areia que a encobria, em troca, o Deus o transformaria em um grande Faraó.
Entre as imensas patas do leão, é possível encontrar uma placa de granito vermelho (Estela do sonho) descrevendo essa passagem. Alguns estudiosos acreditam que ela foi pintada de vermelho, no entanto com o tempo a coloração desapareceu.
Com a tempestades de areia no local, o corpo da esfinge ficou totalmente coberto durante milênios, sendo totalmente descoberta em 1925. Além disso, ela já foi restaurada diversas vezes e atualmente é um dos monumentos mais visitados por turistas do mundo todo.
Saiba mais sobre os aspectos da Civilização Egípcia.

Estrutura da Esfinge

A Esfinge possui uma estrutura interessante baseada numa figura mítica que inclui um corpo de leão e uma cabeça humana com turbante real voltada para o sentido do sol nascente. Para o povo egípcio, o leão representava uma importante figura de proteção.
Feita de pedra calcária, ela possui 73 metros de comprimento, 19 metros de largura e 20 metros de altura e representa a maior Esfinge do planeta e ainda, a maior estátua esculpida num grande bloco de pedra.

A Esfinge por Dentro

Por dentro da esfinge foram encontradas múmias, uma vez que faz parte da mitologia mortuária egípcia mumificar os mortos importantes e colocá-los dentro de grandes monumentos a fim de protegê-los. Na cultura egípcia os faraós eram eternos e por isso, a importância de conservar seus corpos.
Para ampliar seus conhecimentos, leia o artigo: Arte Egípcia.

Mistérios da Esfinge de Gizé

Um dos maiores mistérios sobre a Esfinge está relacionado com a data em que o monumento foi erigido e ainda sobre a perda do nariz, de um metro de largura. Muitas hipóteses giram em torno dessa questão, seja pela perda numa das invasões napoleônicas, ou mesmo a erosão causada pelo tempo. No entanto, a mais aceita entre os historiadores é que alguns povos inimigos arrancaram o nariz da estátua, posto que antigamente isso significava perder a honra.

Curiosidades: Você Sabia?Na boca da Esfinge tem uma inscrição que diz: “Eu protejo a capela do teu túmulo. Eu guardo tua câmara mortuária. Eu mantenho os intrusos afastados. Eu jogo os inimigos no chão com suas próprias armas. Eu expulso o perverso da capela do sepulcro. Eu destruo os teus adversários em seus esconderijos, bloqueando-os para que não possam mais sair.”

As Pirâmides do Egito
As pirâmides do Egito são túmulos construídos em pedra para abrigar os corpos dos reis do Egito Antigo, os faraós. As dimensões representam a importância e o poder do faraó na sociedade.
Há 123 pirâmides conhecidas, mas as três principais abrigam os corpos dos reis Quéops, Quéfren e Miquerinos, na península de Gizé. O conjunto arquitetônico é guardado pela Esfinge, com um corpo de leão e a cabeça de um faraó.
Os egípcios acreditavam que os faraós viveriam para sempre e, por isso, seus corpos eram preservados em um processo denominado mumificação. A arquitetura das pirâmides é considerada um mistério por conta dos poucos recursos tecnológicos da época. Ainda assim, foram projetadas de forma a preservar os corpos dos faraós e seus pertences.
Os estudiosos egípcios escolheram a forma de pirâmide para representar o raio do Sol - Rá era o deus mais poderoso da religião egípcia. A forma de pirâmide, na avaliação dos cientistas do Egito, permitiria a ascensão ao céu do faraó.

Segredos das Pirâmides

As pirâmides foram construídas em um período em que o Egito abrigava uma civilização rica e poderosa. Sua edificação começou no Antigo Império e perdurou até o século IV d.C, mas o pico das construções é registrado entre a Terceira Dinastia e a Sexta Dinastia, 2325 a.C.
Nesse período, o Egito vivia sob estabilidade e prosperidade econômica e os faraós acreditavam ser uma espécie de divindade escolhida para serem mediadores entre deuses e humanos. Após a morte física, os egípcios acreditavam que o espírito do rei, que era conhecido como Ka, permanecia no corpo e necessitava de cuidados especiais.
No processo de preservação do corpo, a mumificação, o rei era circundado com tudo o que necessitaria após a morte, seus órgãos, seus tesouros, alimentos e, até, móveis. Familiares, sacerdotes e funcionários também eram sepultados junto ao faraó.
Até o início da Primeira Dinastia, 2950 a.C, as tumbas eram esculpidas em rocha e cobertas com estruturas denominadas "mastabas". Essas eram as precursoras das pirâmides. A primeira pirâmide a ser construída usou um estrutura inicial de mastaba e pertencia à Terceira Dinastia, do rei Djoser. A construção é datada de 2630 a.C.
Essa pirâmide exibe seis degraus de pedra que, juntos, somam 62 metros de altura. Era o túmulo mais alto da época e foi cercado de santuários e tempos para o rei Djoser desfrutar durante a morte.
A pirâmide de Djoser estabeleceu um parâmetro para os enterros reais. Entre os reis que viveram tempo suficiente para coordenar a construção de um templo com as mesmas dimensões estava Sneferu, que viveu entre 2631 e 2589 a.C.
As Pirâmides do EgitoA obra das pirâmides começou na Primeira Dinastia
É o sucessor dele, contudo, que consegue construir a maior de todas as pirâmides conhecidas na península de Gizé. O túmulo de Quéops é a maior pirâmide do mundo. Cada um dos lados dos pés tem 230 metros e sua altura é de 174 metros.
Três pequenas pirâmides foram construídas em alinhamento ao túmulo de Quéops e serviram para abrigar os corpos das rainhas. Há, ainda, uma tumba com o sarcófago da rainha Hetepheres, mãe de Quéops e outras pirâmides menores e mastabas para abrigar os corpos de funcionários do rei.
A pirâmide de Quéops é constituída por 2,3 milhões de blocos de pedra que pesam cera de 2,5 toneladas cada. O trabalho de construção teria durado 20 anos e contou com a força de 100 mil homens. Entre os operários usados como mão-de-obra estariam estrangeiros escravizados e camponeses egípcios que trabalhavam durante o regime de cheias do Nilo.
A segunda maior pirâmide na península de Gizé foi edificada para abrigar o corpo de Quéfren, com 143 metros de altura e, ao lado dela está a Esfinge. A estátua, a maior do mundo antigo, mede 200 metros de comprimento e 74 de altura.
Já a menor de todas as pirâmides foi construída para o corpo de Miquerinos, que reinou entre 2532 e 2503 a.C. Tem 65 metros de altura e uma base de 105 metros. As proporções menores da pirâmide de Miquerinos influenciam as demais construções de túmulos.
À medida em que o poder e a riqueza dos reis do Egito diminuíam, o ritmo das construções caiu. Ao longo da quinta e sexta dinastias, as edificações eram menores, mas também há outra forma de manifestação dentro dos túmulos.
No túmulo do rei Unas, que viveu entre 2375 e 2345 a.C., são encontrados relatos e fatos de seus evento. Essas são as primeiras composições que permitem o conhecimento do Egito antigo. O último dos grandes construtores foi Pepy II, segundo rei da Sexta Dinastia e viveu entre 2278 e 2184 a.C.Após a morte de Pepy II, o Egito entrou em colapso e, somente na 12ª Dinastia a construção de pirâmides foi retomada, mas sem a grandiosidade anterior.
As Pirâmides do EgitoA Esfinge guarda as pirâmides na Península de Gizé

Como Foram Construídas as Pirâmides?

A construção das pirâmides está entre os maiores mistérios da engenharia, mesmo atualmente. Ao fim de 2014, cientistas norte-americanos apresentaram a última das teorias aceitas e que implicaria o uso de água para mover os blocos de pedra que seriam usados nas obras.
A teoria surgiu a partir da observação de imagens de uma pessoa jogando água à frente do que seria um trenó onde estava assentada uma pedra puxada por pelo menos 150 trabalhadores. Estudiosos entendiam que a imagem retratava um ritual religioso, mas os cientistas dos EUA reproduziram o ato e perceberam que a areia tinha o atrito reduzido com quando a água era jogada e o trenó deslizava com mais facilidade.

Os Nomes das Pirâmides

Os nomes usados para denominar as pirâmides são os dos reis faraós em que os corpos foram sepultados. Cada uma delas representa a grandeza do faraó para povo e para os deuses.

Curiosidades

Não eram somente os familiares e serviçais do rei que queriam compartilhar de sua glória na morte. É o demonstram as pesquisas sobre a importância espiritual da Península de Gizé.
Em 2010, pesquisadores descobriram que o povo também tencionava ficar próximo ao rei a partir do levantamento de uma vala com 400 corpos de pessoas desnutridas. Era gente do povo que queria ficar próxima a rei e, por isso, também foram sepultadas com seus pertences pessoais.
A expressão "obra faraônica" advém das construções no Egito Antigo e estão relacionadas à grandeza das edificações. Isso ocorre porque o conjunto arquitetônico na Península de Gizé ainda é um dos mais significativos do mundo. A pirâmide de Quéops, por exemplo, foi o prédio mais alto do Planeta até o século 14, quando foi construída a Catedral de Lincoln, na Inglaterra.
O arqueólogo britânico Nicholas Reeves divulgou ter encontrado evidências da tumba de Nefertiti – e num lugar muito óbvio: ao lado da tumba do faraó egípcio Tutancâmon.

Reeves, que trabalha na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, publicou o que classifica como evidência de que "portas fantasmas" da tumba de Tutancâmon levam a uma câmara mortuária mais ampla, possível local de descanso da rainha.
O arqueólogo afirma que sua teoria se baseia em exames detalhados das paredes da tumba de Tutancâmon.
Se a suspeita estiver correta, a descoberta pode contribuir para resolver a controversa tese de que Nefertiti é, na verdade, a mãe de Tutancâmon, que se presume tenha governado o Egito de 1336 a 1327 a.C., antes de morrer, aos 18 anos, em circunstâncias desconhecidas.
Alguns especialistas dizem que o filho do rei Aquenáton é filho de uma mulher conhecida como "The Younger Lady", uma múmia descoberta no Vale dos Reis, em 1898. Resultados de exames de DNA mostraram que ela poderia ser a mãe de Tutancâmon. Mas há também a tese de que a mãe seja Nefertiti, esposa do faraó Aquenáton.
"A maior descoberta de todos os tempos"
Em seu artigo científico, Reeves afirmou que, acoplado ao norte da tumba de Tutancâmon, está "o túmulo intocado do proprietário original da tumba – Nefertiti".
À publicação britânica The Economist, no entanto, Reeve foi mais cauteloso: "Se eu estiver errado, estarei errado. Mas se estiver certo, esta potencialmente é a maior descoberta arqueológica de todos os tempos".
Ao lado de Cleópatra, Nefertiti continua sendo uma das figuras femininas mais notórias e reverenciadas do Antigo Egito. O seu impressionante busto de 3.300 anos, esculpido em pedra calcária, foi descoberto numa escavação em Armana, no Egito, em 1912, pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt.
Nefertiti, cujo nome significa "a bela chegou", também era conhecida como a "Senhora de Duas Terras", pois muitos pesquisadores especulam que ela tenha origem estrangeira e que teria sido uma princesa de um império que existiu no que hoje é a região oriental da Turquia.
O busto de Nefertiti está em exposição no Neues Museum, em Berlim, e é uma das atrações mais populares da capital alemã
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